Minha Casa Minha Vida deve ser dividido em dois novos programas habitacionais, diz ministro
Segundo Gustavo Canuto, um dos programas será destinado a famÃlias de baixÃssima renda, com 100% de financiamento pelo governo; já o outro, a famÃlias de baixa e média renda.
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| O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, durante audiência na Câmara dos Deputados — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados |
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou nesta terça-feira (4) que o governo pretende dividir o programa Minha Casa Minha Vida em dois programas de habitação social – um destinado a famÃlias de baixÃssima renda e outro destinado a famÃlias de baixa e média renda.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a proposta do governo, ainda em estudo, poderá sofrer mudanças. Ainda segundo a assessoria da pasta, a ideia do grupo que está elaborando a proposta é alterar o nome do programa habitacional, o que ainda não foi definido.
Na semana passada, Gustavo Canuto havia afirmado à imprensa que o nome do programa Minha Casa Minha Vida seria alterado pelo governo. As propostas do Ministério do Desenvolvimento Regional serão discutidas e transformadas em um projeto de lei.
Segundo ele, dentro de cada programa haverá subdivisões. Naquele para famÃlias de baixÃssima renda, por exemplo, serão atendidas famÃlias que não têm acesso ao crédito imobiliário; pessoas vindas de áreas afetadas por situações de emergência ou calamidade pública; e também famÃlias afetadas por obras públicas. Nessa faixa, o custo das moradias será totalmente pago pelo governo.
Já no programa destinado à baixa e média renda haverá incentivo para a aquisição do imóvel, seja por acesso a financiamentos ou pelo que o ministro chamou de “poupança imobiliária”. Essa poupança imobiliária seria uma espécie de aluguel pago pelo beneficiário, mas que pode ser usado para adquirir o imóvel que ele está ocupando ou qualquer outro imóvel.
De acordo com o ministro, a poupança imobiliária seria acumulada enquanto as famÃlias ocupam o imóvel construÃdo pelo governo. Gustavo Canuto negou, no entanto, que trate-se de cobrança de um aluguel.
"Não é aluguel, não tem remuneração de capital. A pessoa faz uma poupança que pode usar para adquirir o imóvel", explicou.
BaixÃssima renda
A referência para a inclusão das famÃlias nesse programa, que terá imóvel 100% financiado pelo governo, será a renda de um salário mÃnimo. Esse valor, no entanto, pode ser maior ou menor dependendo da região.
“Entendemos que definir um salário mÃnimo para acessar o programa nem sempre é justo. O poder de compra de um salário na região metropolitana de São Paulo não é o mesmo do poder de compra no agreste pernambucano. Foi criado um fator de localização, Então, dependendo da região, esse teto vai ser maior ou menor do que um salário mÃnimo”, afirmou o ministro durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados.
Atualmente, a faixa mais baixa do Minha Casa Minha Vida atende famÃlias com renda de até R$ 1.800. Na modelagem atual do programa, essas famÃlias recebem descontos de até 90% do valor do imóvel e pagam os 10% em prestações.
Segundo o secretário de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, Celso Matsuda, dentro da categoria de baixÃssima renda poderá haver a doação dos imóveis. Essa doação ocorrerá, por exemplo, para famÃlias que perderam a moraria em uma calamidade pública.
Mas haverá casos em que a famÃlia não será dona do imóvel, que é o caso da moradia social, quando a famÃlia só receberá uma espécie de direito de morar no local.
Matsuda explicou que a proposta é que essas famÃlias recebem assistência, como capacitação profissional, que permitam a elas deixarem essa faixa de renda.
Baixa e média renda
O atendimento de baixa e média renda será para famÃlias que ganham de dois a sete salários mÃnimos, o que equivale a R$ 6.986. Também nesse caso, a renda pode sofrer alteração e ser maior ou menor, dependendo da localidade.
Atualmente, o Minha Casa Minha Vida atende famÃlias com renda de até R$ 9 mil. Sendo que famÃlias com renda entre R$ 4 mil e R$ 9 mil recebem subsÃdios via taxa de financiamento.
Para essa faixa de renda maior, afirmou o ministro, o governo possibilitará acesso a financiamento e facilidades para adquirir imóveis. Nessa faixa haverá imóveis construÃdos pelo setor privado.
Balanço
Segundo o ministro, nos quatro primeiros meses do ano o governo contratou 100 mil moradias pelo Minha Casa Minha Vida e deve finalizar o ano com um pouco menos do que 300 mil contratações.
Segundo o ministro, até maio foram liberados R$ 2 bilhões para o programa, e em junho devem ser liberados outros R$ 600 mil.
“Em junho teremos mais R$ 600 mil, o que vai pagar todas as dÃvidas antigas que herdamos e deixar o programa totalmente regularizado em junho”, disse.
Fonte: G1


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